Estudo conceitual · circulação de pessoas

Plano de sinalização vertical

Pré-Embarque — proposta de placas suspensas, painéis fixos e identificação acessível, estruturada a partir da prancha “Instalações Provisórias do Retroporto Administrativo – Pré-Embarque”.

Rev. 01 · 31 ago 2026Base: 1 prancha em PDFEstudo de wayfinding
25placas-base6 aéreas + 19 fixas/táteis
2itens condicionaisdependem de processo definido
144assentos indicados3 blocos de 48 na prancha
01

Leitura executiva da prancha

Fluxo dominante
Sul → Norte
Entrada para canal de inspeção → inspeção → pré-embarque/espera → sanitários e administração.
Pontos de decisão
9 zonas
Entrada, inspeção, catracas, transição, espera, VIP/briefing, rampas, sanitários e administrativo.
Placa aérea
6 un.
Bifaciais, priorizadas nos nós de decisão e no eixo longitudinal de circulação.
Limite do estudo
Não-PPCI
Não substitui planta de rota de fuga, sinalização de emergência nem projeto aprovado pelo CBMSE.
Potencial do layout. A sequência operacional é naturalmente legível: a inspeção está concentrada no acesso sul; a grande área de espera se desenvolve longitudinalmente; e a faixa leste concentra a transição para VIP/briefing, saída e rampa. Isso permite orientar com poucas placas aéreas, desde que as mensagens sejam curtas e repetidas somente nos pontos de escolha.
Ponto crítico. A prancha não contém uma legenda de sinalização, fluxo operacional formal, rota de fuga, lotação de emergência, localização de equipamentos de combate a incêndio nem detalhamento do processo de inspeção. Por isso, esta entrega é um caderno conceitual de wayfinding; a sinalização de emergência deve ser projetada e compatibilizada separadamente.
02

Mapa de implantação conceitual

SA · aérea bifacialPF · painel fixoPT · tátil/identificaçãoPR · procedimento
Esquema de fluxo e zonas da área de pré-embarquePlanta esquemática sem escala com nove zonas de sinalização, da entrada e inspeção, na parte inferior, até sanitários e área administrativa na parte superior. W.C. FEM.W.C. MASC.CORREDOR CORREDOR SALA DE REUNIÃOGERÊNCIAESCRITÓRIO 01SUPERVISÃOESCRITÓRIO 02 PRÉ-EMBARQUE / SALA DE ESPERA3 BLOCOS · 48 ASSENTOS CADAEIXO DE CIRCULAÇÃO / VIP · BRIEFING · SAÍDA COPASECAINSPEÇÃOBALCÕES · CATRACAS 123456789
Esquema sem escala, derivado da prancha fornecida. Cotas, cargas, pé-direito, posição exata de pilares e rotas de emergência devem ser confirmados em campo.
Princípio de implantação: uma pessoa deve ver a próxima decisão antes de alcançá-la. As placas aéreas indicam destino e direção no eixo de circulação; os painéis fixos confirmam o destino; as placas táteis identificam portas e ambientes.
1
Entrada para canal de inspeçãoSA-01 + PF-01 + PR-01: portal de orientação, “você está aqui” e regra de fila.
2
Inspeção e balcõesSA-02 + PF-02/PF-03: destino, balcões e catracas; mensagem operacional não deve usar pictograma de emergência.
3
Saída da inspeçãoPF-04: confirmação do sentido de transição para pré-embarque; repetir no lado visível ao usuário que deixa a inspeção.
4
Grande área de esperaSA-03 + PF-05 + PR-02: identificar pré-embarque e orientar permanência/aguardo, sem poluir o campo visual dos 144 assentos indicados.
5
Eixo VIP / briefing / saídaSA-06 + PF-06: separar “VIP / Briefing” da saída operacional. Se a rota for de emergência, ela é outro sistema, com projeto específico.
6
Rampa e conexão administrativaSA-04 + PF-08/PF-09: decisão para sanitários/administração e indicação de rota acessível conforme verificação de campo.
7
SanitáriosPT-01/PT-02: identificação visual, tátil e em Braille na parede adjacente/batente; não concentrar a informação somente na folha da porta.[1]
8
AdministraçãoPT-03 a PT-07: identificação de reunião, gerência, escritórios e supervisão; PT-08: área técnica com acesso restrito.
9
Procedimentos no início da jornadaPR-01: fila única. PR-03 e PR-04 ficam condicionadas à validação de protocolo de inspeção e atendimento prioritário.
03

Quadro de placas recomendadas

25 placas-base
CódigoFamíliaLocal / zonaMensagem principalPictograma / recursoMontagemQtd.

Quantidades são unidades físicas. Placas SA são bifaciais — portanto, 6 unidades correspondem a 12 faces de leitura. “Condicional” não integra o subtotal de 25 até haver validação operacional.

04

Pictogramas e famílias visuais

Regra de semântica: pictogramas de informação pública (sanitários, espera, informação, rampa e acessibilidade) podem seguir uma família compatível com a ISO 7001; a ISO prevê que símbolos de informação sejam usados em conjunto com texto para melhorar a compreensão.[4] Pictogramas de segurança e evacuação pertencem ao domínio de sinais de segurança, cores e formas próprios — ISO 7010 / ABNT NBR 16820 — e não devem ser usados para orientar o fluxo operacional cotidiano.[5][6]
05

Especificação de partida para contratação

SA · Placas aéreas

Formato
retangular horizontal; duas faces de leitura
Dimensão-base
900 × 300 mm; revisar pela distância real de leitura
Fixação
cabos de aço ou pendurais rígidos, com travamento e altura livre compatível
Mensagem
até duas linhas; destino + direção; uma decisão por placa
Material
alumínio composto, chapa pintada ou PVC rígido de uso interno; acabamento fosco

PF · Painéis fixos orientativos

Formato
retangular; parede, pilar ou painel existente
Dimensão-base
600 × 200 mm; “você está aqui” 600 × 800 mm
Cor
fundo claro ou Aço Offshore; contraste forte, sem depender só da cor
Pictograma
à esquerda da mensagem; texto em português como informação primária
Uso
confirmação de destino, catraca, inspeção, rampa e sala de espera

PT · Identificação acessível

Formato
placa de 250 × 100 mm, ou conforme composição de texto/pictograma
Recursos
alto contraste + caracteres/símbolos em relevo + Braille produzido por fornecedor qualificado
Posição
parede adjacente ou batente; não concentrar a informação tátil na folha da porta
Aplicação
sanitários, salas administrativas e área técnica
Conferência
altura, alcance e orientação final conforme ABNT NBR 9050 vigente.[1]

PR · Procedimento / restrição

Formato
400 × 300 mm; informação de processo ou controle de acesso
Conteúdo
uma regra por placa, verbo de ação e poucos elementos visuais
Exemplos
“Fila única”, “Aguarde chamada”, “Acesso restrito”
Cor
âmbar para atenção e restrição operacional; vermelho somente para proibição/risco real
Validação
Operação de pré-embarque, SMS e segurança patrimonial antes de fechar a arte
Cores com propósito. A NR-26 determina o uso de cores para comunicação de segurança e recomenda reduzi-las para evitar distração, confusão e fadiga.[2] Neste caderno, Aço Offshore identifica wayfinding operacional; Musgo Técnico marca informação acessível/apoio; âmbar trata atenção e acesso restrito. Vermelho e verde de emergência ficam reservados ao projeto de segurança.
Itens condicionais (2 un.). PR-03 “Procedimento de inspeção” só deve ser fabricada após definição de itens, documentos/EPI e responsável; PR-04 “Atendimento prioritário” requer que a fila, posto ou assento prioritário esteja efetivamente disponibilizado. Não sinalizar uma condição inexistente.
06

Compatibilização obrigatória antes de executar

Acessibilidade e autonomia

Validar rota, placas táteis e atendimento

  • Confirmar se a rampa desenhada é uma rota acessível contínua até sanitários, inspeção e pré-embarque.
  • Verificar em campo altura de instalação, contraste, alcance e posição das placas PT; a LBI trata acessibilidade como condição de alcance e utilização segura e autônoma também da informação e comunicação.[3]
  • Identificar no arranjo de espera os espaços reservados para pessoa em cadeira de rodas antes de criar qualquer placa de “assento acessível”.
  • Revisar, com profissional habilitado, as disposições da ABNT NBR 9050 vigente aplicáveis à edificação.[1]
Segurança contra incêndio e pânico

Projeto separado e compatível com PPCI

  • Não reutilizar “Saída” operacional como sinal de abandono/emergência.
  • Definir rotas, saídas, portas, distâncias de percurso, iluminação, extintores/hidrantes, alarmes e lotação a partir do PPCI e das exigências do CBMSE.
  • Para o sistema de emergência, especificar placas, materiais, fotoluminescência e ensaios conforme a ABNT NBR 16820 vigente; a norma substituiu a série NBR 13434.[6]
  • Emitir planta de sinalização de emergência, memorial e quadro de quantidades próprios — não é possível deduzi-los com segurança desta única prancha.
07

Próximos passos recomendados

  1. Validar o fluxo real.Confirmar onde embarcado entra, aguarda, é inspecionado, cruza catracas, sai e em que momento acessa sanitários/VIP/briefing.
  2. Fazer visita de campo.Levantar pé-direito, estrutura de fixação, vãos, visadas, obstáculos, incidência de luz, posição de equipamentos e sentido real das portas.
  3. Compatibilizar com SMS, Segurança Patrimonial e PPCI.Congelar textos de procedimento e distinguir definitivamente o wayfinding operacional das placas de emergência.
  4. Emitir planta executiva.Produzir prancha CAD/PDF com códigos SA/PF/PT/PR, coordenadas, cotas de instalação, detalhe construtivo, materiais, fixação e quadro de quantidades final.
  5. Construir um mock-up.Instalar uma placa aérea e uma tátil para validar legibilidade, reflexo, contraste, altura e entendimento com usuários antes de contratar o lote completo.
08

Fontes normativas e de referência

Esta lista apoia os critérios gerais de acessibilidade, informação pública, cores e separação entre wayfinding e segurança. A aquisição/consulta à versão oficial vigente das normas ABNT e às exigências aplicáveis do CBMSE é necessária para o projeto executivo.